Setor imobiliário pode ser decisivo para retomada econômica pós-pandemia

No balanço do semestre, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães destacou o crescimento de 21% sobre 2019, com o melhor mês de junho dos últimos quatro anos

No estado de São Paulo, a pasta da Habitação manteve os cronogramas dos projetos de casas populares e convênios com as prefeituras

Retomada econômica do Brasil passa pelo bom desempenho do setor imobiliário. Ao lado do agronegócio, alimentos, higiene e limpeza, a construção civil conseguiu não paralisar suas obras, que já contavam com protocolos de segurança e adotaram os de higiene contra o coronavírus. Mas o fechamento em abril dos estandes de imóveis fez despencar as vendas; que começaram a se recuperar em maio e em junho retornaram a patamares próximos de antes do isolamento social, como analisa o presidente do Secovi – São Paulo, Basílio Jafet.

“Estamos esperando para o segundo semestre um resultado positivo, algo parecido com o segundo semestre do ano passado. Os lançamentos que foram postergados no segundo trimestre, abril, maio e junho, estão previstos para ocorrer no segundo semestre. Portanto, caso não ocorra nenhuma surpresa no campo econômico, esperamos que o mercado retome e tenhamos um segundo semestre em que as pessoas possam satisfazer os seus desejos de compra da casa própria”, explica.

No estado de São Paulo, a pasta da Habitação manteve os cronogramas dos projetos de casas populares e convênios com as prefeituras. O secretário Flávio Amary considera que o setor imobiliário será um indutor do crescimento econômico pós-pandemia do coronavírus. “Nós temos a certeza que a construção será um indutor do crescimento, como é um forte gerador de empregos. Cada unidade conseguimos gerar três novos empregos, e nós conseguimos com uma ação também do Estado fomentar a produção habitacional fazendo a realização do sonho da casa própria e a retomada econômica quando for possível a melhora do cenário.”

No balanço do semestre, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães destacou o crescimento de 21% sobre 2019, R$ 48 bilhões, dois mil contratos assinados por dia e o melhor mês de junho dos últimos quatro anos, com R$ 11 bilhões em financiamentos.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos