Duas repórteres, uma do SBT e outra da Globo, se desentenderam ao vivo durante o momento em que ambas queriam entrevistar uma mesma mulher. Enquanto a jornalista da Globo conversava com a entrevistada, a repórter do SBT colocou o microfone para ouvir e levou uma dura. O caso aconteceu em Goiás.

Patrícia Bringel, da TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás, era quem primeiro conversava com a tia de uma vítima de um crime. Então, a repórter Rozaine Ferraz, da TV Serra Dourada, afiliada do SBT na região, entrou no mesmo link ao vivo, e a briga começou.

“Vamos ouvir um pouco dela falando sobre esse sentimento de revolta”, dizia a repórter do SBT antes de tentar falar com a tia. “Por favor, eu estou falando com a tia, agora”, retrucou a profissional da Globo.

Sem se abater, Rozaine, do SBT, tentou mais uma abordagem e recebeu uma nova dura da concorrente.

– Essa não é a mãe, essa é a tia. Nós tratamos que falaríamos com ela, com licença – disse Patrícia, já bastante irritada.

Em seu Instagram, Rozaine, do SBT, disse que esperou a poeira baixar para dar a sua versão do caso. Ela explicou o que aconteceu.

– As pessoas que me conhecem intimamente sabem que não sou de embates. A verdade sempre tem dois lados. Como eu já disse a todos que me perguntaram, minha atitude foi conforme solicitado pela família, que tia e irmã falassem uma vez com todos os repórteres ao vivo, pois estavam cansados – começou.

Em outro trecho, ela explica que lamenta o ocorrido.

– Não estou aqui para apontar erros. Peço que cessem os comentários maldosos direcionados a mim e à repórter Patrícia Bringel. Não me alegro com atitudes de julgamento – comentou.

Patrícia mandou um vídeo para comentar sobre o desentendimento.

– Eu estava com uma entrevistada e minha colega, repórter de outra emissora, estava com outra entrevistada. Eu não sei por quais motivos, ela escanteou a entrevistada que ela mesma já tinha posicionado e invadiu o espaço do meu link, colocou o microfone, sem nem saber quem era a minha entrevistada. Eu estava entrevistando a tia da vítima e ela nem sabia quem era – disse.

Patrícia continuou o relato e agradeceu colegas que apoiaram sua atitude.

– Só para deixar claro, não se tratava de uma coletiva de imprensa. Nós estávamos ali entrevistando, de uma forma bem difícil, inclusive. Amparava a tia. Eram familiares de uma vítima brutalmente assassinada. Não se tratava de forma alguma de uma coletiva. Agradeço aos colegas que estavam no mesmo ambiente, viram todo o contexto e que estão se posicionando em minha defesa – concluiu

*Folhapress