Pastor Everaldo promete privatizar a Petrobras no Jornal Nacional

Nesta terça-feira (19) o candidato do Partido Social Cristão (PSC) para disputa do Palácio do Planalto, Pastor Everaldo, foi o quarto presidenciável entrevistado pelo Jornal Nacional. Everaldo respondeu durante 15 minutos uma série de perguntas feitas pelos apresentadores Patrícia Poeta e William Bonner.

A primeira pergunta que o candidato respondeu foi sobre a sua inexperiência política, pois o candidato do PSC nunca concorreu a um cargo eletivo, apesar de ocupar a vice-liderança nacional do partido.

Everaldo tentou responder o questionamento falando sobre a sua trajetória de vida, pois teria tido uma infância pobre e acabou conquistando uma posição social elevada. Patrícia, porém, questionou se os problemas sociais brasileiros não seriam complexos demais para um “principiante”.

Para o candidato um líder precisa ter uma boa equipe e usar os melhores quadros técnicos para atender as necessidades do país. Pastor Everaldo afirma que a inexperiência não lhe assusta, pois o trabalho público precisa ser feito com meritocracia, ou seja, utilizando profissionais de cada área para solucionar os problemas.

Ao questionar o liberalismo econômico que o candidato defende o apresentador William Bonner lembrou que ao longo dos anos o pastor foi aliado de Leonel Brizola, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e que todos eles defenderam a intervenção do Estado na economia. Bonner questionou se a defesa do liberalismo econômico por parte do candidato é sincera ou apenas uma conveniência eleitoral.

Pastor Everaldo respondeu afirmando que sempre foi simpático ao discurso da esquerda e que as propostas que defendiam a inserção social eram interessantes e que acreditava o tempo todo que essa proposta era melhor, mas que no governo da presidente Dilma, foi estabelecido um aparelhamento do Estado.

William questionou a indefinição do candidato sobre suas ideologias, pois nos últimos 30 anos o candidato defendia o discurso da esquerda e que somente agora, nos últimos cinco meses, o candidato demonstrou convicção liberal em relação à economia do país.

O candidato do PSC explicou que desde janeiro de 2011 o partido já havia definido que teria candidatura própria e que o rompimento com o Governo se deu em junho de 2012 e que desde janeiro decidiram que não ficariam mais na base aliada do Governo.

A decisão do PSC tem sido questionada por analistas, que afirmam que o partido teria a intenção de tirar votos da candidata evangélica Marina Silva para reeleger Dilma Rousseff. Por isso, Bonner questionou se o PSC não havia percebido a intervenção do Estado na economia do país nos outros governos.

Pastor Everaldo afirmou que antes acreditava nas propostas apresentadas pelo Partido dos Trabalhadores e que somente agora percebeu que as propostas do Governo não eram boas para o país.

Patrícia Poeta lembrou que nas eleições de 2010 o PSC apoiava o candidato José Serra, do PSDB, e que após receber uma doação de R$ 5 milhões passou a apoiar a candidata do PT, Dilma Rousseff. E questionou se esse foi o preço do apoio do PSC, quase R$ 5 milhões.

Everaldo afirmou que estavam conversando na época e que metade do partido queria apoiar José Serra e a outra metade Dilma Rousseff e que as doações dos valores foram para a produção de material de campanha.

Patrícia questionou se o acordo entre os partidos foi uma espécie de “toma lá, dá cá” e lembrou que o Pastor Everaldo havia reclamado o fato do PCdoB, também da base aliada, mesmo com um candidato a menos recebeu do Governo ministérios para comandar, enquanto que o PSC não tinha cargo nenhum.

Everaldo lembrou que durante o acordo para a coligação foi defendido princípios que o partido acredita e que o Partido dos Trabalhadores chamou as pessoas para compor o Governo e mesmo com um número maior de parlamentares eleitos o PSC não recebeu um espaço ao lado da presidente Dilma Rousseff.

No final da entrevista o candidato do PSC voltou a defender a privatização de todas as empresas ligadas ao Governo, inclusive a Petrobras. E afirmou que o número de ministérios precisa ser reduzido e que todas as empresas foco de corrupção precisam ser passadas para a iniciativa privada.

No minuto final, que é destinado à apresentação de propostas pelo candidato, Pastor Everaldo lembrou que o partido defende a vida, é contra o casamento gay e que é contra a liberação das drogas. Além disso, o candidato prometeu criar o Ministério da Segurança Pública e se for eleito promete isentar o trabalhador que ganhe até R$ 5 mil a partir de janeiro.

Assista:
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