MPF quer proibir Escola Militar de interferir no corte de cabelo dos alunos

O Ministério Público Federal (MPF) da Bahia estabeleceu que as escolas públicas militarizadas serão impedidas interferir no corte de cabelo, a cor das unhas e a maquiagem dos alunos, ou de impedi-los de se reunir e se manifestar politicamente.

O modelo que cresceu significa que uma escola municipal ou estadual divide a gestão entre a secretaria local de educação e a Polícia Militar. A ideia é semelhante ao que o governo Jair Bolsonaro anunciou neste mês como prioridade para o Ministério da Educação (MEC). Para o MPF, eles têm uma visão autoritária e restringem a liberdade de expressão.

“As escolas públicas são para o público em geral, individualidades não podem ser suprimidas. Os escolares não querem necessariamente ser militares, querem ser artistas”, por exemplo, afirma o procurador do MPF-BA Gabriel Pimenta.

Nesta segunda-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro recomendou que escolas, pais ou alunos que se opõem às redes sociais apelem da decisão do MPF para que a recomendação seja revogada.

“- Sugerimos que a Escola, qualquer pai, mãe, aluno, ou interessado da comunidade manifeste irresignação (recorra) à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (sede da PGR/Brasília).

– Dessa forma a recomendação poderá ser cassada”, afirmou Bolsonaro.