Estaria o bigode voltando a ser moda no futebol?

Estaria o bigode voltando a ser moda no futebol?

O bigode está de volta ao futebol. Figurinha carimbada nos pôsteres das seleções de 1958, 1970 e 1994, o estilo reconquistou os jogadores e tem sido pedido constante na hora de dar um tapa no visual

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O bigode está de volta ao futebol. Figurinha carimbada nos pôsteres das seleções de 1958, 1970 e 1994, o estilo reconquistou os jogadores e tem sido pedido constante na hora de dar um tapa no visual antes das partidas.
Um dos desbravadores do novo momento é o atacante Willian, do Palmeiras. A quantidade de pelos acima do lábio virou marca registrada do jogador, que hoje carrega o apelido de "Willian Bigode", lembrando os tempos de Valdir Bigode no Vasco.

O grupo mais adepto do estilo talvez esteja localizado na Arena Corinthians. O volante Gabriel e os atacantes Clayson e Junior Dutra decidiram aderir à moda.

"Se jogador está usando, cai no gosto da galera", analisou o barbeiro Manias Black, responsável pelos cortes nos jogadores do Corinthians há mais de um ano. "Tem muita coisa antiga voltando: roupa, cabelo. Tudo que é moda, eles gostam. Os caras são muito de vibe. Essas coisas dos anos 1970 voltaram mesmo. Jogador viu, gostou, já era".

Apesar de fixos em algum, como Gabriel e Willian, para outros o bigode é visto apenas como algo pontual, para marcar determinado momento. Em sua rápida, mas marcante, segunda passagem pelo São Paulo, o meia Hernanes decidiu aderir ao estilo em algumas partidas.

"Cuidava sempre do bigode do Hernanes. Barba e bigode tem sido uma tendência muito grande entre os jogadores", diz Vagner Silva, responsável pelos cortes no São Paulo há mais de dois anos.

A relação no time do Morumbi ajudou na criação da barbearia de Silva em Guaianases, zona leste da cidade. Os atletas chegaram a contribuir financeiramente para que o empreendimento fosse construído.

Bigode? Não mexa na minha barba

A moda do bigode ainda não atingiu os mais clássicos. No Corinthians tem jogador que mal deixa Manias Black tocar em sua clássica barba. "O Fellipe Bastos não gosta nem que desenha. É só uma aparada. Diz que vai ficar com cara de pagodeiro".

Tal tradição tem como adeptos o goleiro Walter e o meia Danilo. Ambos ostentam fartas barbas e nem sequer cogitam arriscar. "Podem falar o que for que eles não tiram de jeito nenhum", completou.

 - Fonte: UOL