Engenheiro leva 46 pontos ao ter pescoço cortado por linha de cerol em SP

Ele estava de moto quando a linha ficou presa no pescoço. A vítima teve ferimentos e passou por procedimento cirúrgico.

O engenheiro de segurança Felipe Pirula Vieira, de 35 anos, levou 46 pontos após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol. Morador de Santos, no litoral de São Paulo, ele relatou ao G1 nesta quinta-feira (11) que passava de moto pela Rodovia dos Imigrantes, voltando do trabalho, quando ocorreu o acidente.

Cinco dias após receber alta médica, o engenheiro afirma ainda sentir um pouco de dor no ferimento. “Eu trabalho em São Bernardo e faço o caminho de ida e volta com a moto todos os dias. Nesse dia, na Imigrantes, houve um acidente no Km 20 e tive que fazer um retorno para voltar a pegar a rodovia”, explica.

De acordo com ele, por volta do Km 7, começou a sentir uma dor muito forte no pescoço. Ele relata que, inicialmente, acreditou que havia sido picado por uma abelha, devido às fortes dores e porque estava com um casaco especial para motoqueiros, que cobria a região do pescoço.

“A princípio achei que era uma abelha que havia entrado no casaco e me picou. Comecei a dar tapas fortes para matá-la. No terceiro tapa que eu dei espirrou sangue, no quarto, a linha prendeu na minha mão e entendi o que tinha acontecido”, diz.

O engenheiro afirma que rapidamente encostou a moto no acostamento, já sentindo que iria desmaiar e com muito sangue saindo de seu pescoço. “Tirei os dois casacos e amarrei um deles no corte, para estancar o sangue. Voltei a ficar bom e peguei a estrada para pedir ajuda. Por volta do Km 20, no pedágio de acesso, vi uma ambulância e buzinei. Eles me socorreram”, afirma.

Após ser socorrido, Felipe foi encaminhado ao Hospital de Diadema e foi operado. Depois, ele foi transferido a um hospital particular da cidade de Santos. “Tive diversos vasos rompidos”, relata.

“Pior é que a pessoa que fez isso nem imagina que quase me matou. Por isso é importante falar sobre o assunto. É algo muito sério e que precisa parar de acontecer. Precisamos combater a linha com cerol”, finaliza.

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