Discurso de Lula: ‘milicianos’, ataques à Lava Jato, economia e Chile

O discurso de Lula no picadeiro armado em São Bernardo neste sábado teve quatro linhas principais.

A mais importante foi a econômica. Lula repetiu sua lenga-lenga sobre juros do cartão de crédito, consumo e emprego. Atacou a agenda de Paulo Guedes, a quem o ex-presidiário se referiu como “destruidor de sonhos”. A intenção é, sem declarar-se diretamente candidato em 2022, afirmar-se como caminho para a recuperação da economia. Conclamou os deputados de esquerda a agirem como “leões” para sabotar os pacotes de Guedes.

A segunda linha foi criticar a Lava Jato. Lula disse à militância que “o próximo passo” é a anulação de todos os processos contra ele. Chamou Sergio Moro de “canalha” e disse que Deltan “montou uma quadrilha”. Mais de uma vez, fez referências às reportagens do Intercept Brasil baseadas em mensagens roubadas.

Em terceiro lugar, Lula ligou o governo a milicianos: “Bolsonaro foi eleito democraticamente, mas não para governar para os milicianos do Rio”, disse. Ele cobrou a conclusão das investigações sobre o assassinato de Marielle Franco.

Por último, Lula fez várias citações às manifestações no Chile e incitou a militância a reproduzir no Brasil os protestos violentos de lá. “A gente tem que seguir o exemplo do Chile e atacar, não apenas defender.”

As consequências para o Brasil da decisão do STF de sepultar a prisão de condenados como Lula. LEIA AQUI