Bolsonaro confirma André Mendonça no STF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse em reunião ministerial que pretende nomear o ministro André Mendonça, procurador da República, para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), que será preenchida com a renúncia do ministro Marco Aurélio, que tem atingiu o limite de idade, é de 75 anos.

Na manhã desta terça-feira, o representante realizou reunião ministerial no Palácio da Alvorada. Reunião não estava na pauta. Seguindo reportagens da Folha, Bolsonaro disse que queria indicar Mendonça ao tribunal. O presidente já havia anunciado que o escolhido seria um evangélico – as igrejas neopentecostais apoiam o governo e convocaram uma indicação para o STF.

Apesar do pedido de Bolsonaro, Mendonça não tem um bom relacionamento com o Congresso e tem sua imagem desgastada dentro do STF ao abrir investigações para apurar as críticas do presidente e por seu papel na discussão da realização de missas e serviços durante o Pandemia do covid19.

O nome Mendonça é querido pela ala ideológica do governo e pela base mais leal do Bolsonaro no legislativo. Os pastores evangélicos que estão próximos do executivo-chefe continuam a defender o defensor geral.

O bloco partidário do chamado centro está trabalhando contra suas declarações. Bolsonaro está cada vez mais refém desse grupo, que comanda tanto a Câmara quanto o Senado, e a aprovação do Centrão pode ser decisiva na eleição.

Por exemplo, na sua primeira nomeação como coronel, antes de ser conhecido pelos seus eleitos, Bolsonaro ouviu parlamentares de partidos que se veem no centro e fazem parte da base aliada do Palácio do Planalto.

Kassio Nunes Marques, magistrado próximo a políticos do MDB, PP e até do PT, responsável por sua indicação ao TRF, foi nomeado -1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), tribunal que até então pertencia para isso.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais dirigentes do centro e compatriota de Kassio, foi eleito um dos fiadores preferidos. Na audiência de pré-admissão do STF, o ministro disse ter ficado comovido com o discurso de Nogueira, que está a ser investigado pelo STF.