Base do Palmeiras vence torneios de janeiro e mostra força em nível nacional

Base do Palmeiras vence torneios de janeiro e mostra força em nível nacional

Além da Copa São Paulo, janeiro foi mês de alguns outros torneios que fecharam a temporada na base brasileira. E se na Copinha o Flamengo venceu, nas outras categorias o Palmeiras se deu bem,

Leia tudo

Além da Copa São Paulo, janeiro foi mês de alguns outros torneios que fecharam a temporada na base brasileira. E se na Copinha o Flamengo venceu, nas outras categorias o Palmeiras se deu bem, mostrando crescimento em sua base, ao menos nos resultados. E ratificando uma condição que já havia mostrado nos estaduais de base, quando chegou à final de todas as categorias.
Foi do Verdão a vitória na Copa Brasil Sub-15, em Votorantim, nos pênaltis sobre o Flamengo por 4 a 2, após empate sem gols no tempo normal. O jogo foi uma reedição da final de 2017, quando o Rubro-Negro venceu por 1 a 0, e também uma reedição do duelo entre as duas equipes na primeira fase, que também terminou em 0 a 0.

Com intensidade, as duas equipes fizeram um duelo acima da categoria em que disputam. Parecia um jogo sub-17, corrido, pegado. Faltou, no entanto, um pouco da inspiração técnica que havia na geração 2002, com Reinier, do Flamengo, e Fabinho, do Palmeiras. As duas equipes, não por acaso, formaram boa parte da base da seleção sub-15 vice-campeã sul-americana.

Na Copa Santiago, torneio sub-18 disputado no Rio Grande do Sul (na cidade de Santiago), o Palmeiras derrotou o Coritiba por 1 a 0, gol marcado por Lincon, com boa parte dos garotos campeões da Copa do Brasil Sub-17.

Na EFIPAN, torneio sub-14 disputado em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, o Palmeiras derrotou o Grêmio por 1 a 0 e ficou com o bicampeonato. São, ao todo, três títulos vencidos em torneios nacionais importantes em menos de um mês. A exceção foi a Copinha, com a derrota nas quartas de final para a Portuguesa.

A intensidade citada antes parece ser parte fundamental da filosofia de jogo implantada. São times que normalmente mostram muita velocidade no terço final e apostam em meias mais dinâmicos, como Alanzinho, sub-17 até o ano passado, Gabriel, no sub-15 até o ano passado, e Aldo, nos juniores. Os resultados são incontestáveis. E é inegável que a qualidade no trabalho melhorou em relação ao que era feito há uma década, por exemplo.

Resta saber, no entanto, o quanto essa quantidade de vitórias será determinante para a carreira desses jogadores. Se por um lado é importante o estímulo contínuo à competitividade, por outro as derrotas mostram que é sempre necessária uma busca por evolução. E o objetivo da base, em teoria, é fazer com que os jogadores evoluam sempre, até estarem prontos para o profissional.

Resta saber também se terão espaço para atuar, e essa é uma questão pertinente quando observamos o elenco atual dos profissionais e a pouca utilização da base no último ano. Mas essa é uma questão que só o tempo será capaz de responder.
- Fonte: Blog Na Base da Bola