A oposição que o diabo gosta

O que nós chamamos de oposição é um ajuntamento de covardes e oportunistas.

Prova disso é a postura dos líderes do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Os tucanos fazem política para agradar meia dúzia de progressistas da USP e da imprensa que não enchem uma Kombi. É como se os eleitores fossem irrelevantes.

É um mito a ideia de que o PSDB é um partido de “direitistas” ou “conservadores”.  Lá estão apenas os esquerdistas que, como conta a piada desde os tempos de União Soviética, tomam banho e fazem a barba. É a esquerda com vergonha de ser esquerda.

No meu curso pude ter contato com a obra de Fernando Henrique Cardoso, cuja Teoria da Dependência é uma obra-prima do marxismo brasileiro. FHC começou como um marxista, virou esquerdista moderado na presidência e hoje é um militante pró-maconha.

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Só um analfabeto em história política pode afirmar que a social-democracia é uma invenção da direita. A social-democracia é apenas uma dentre centenas de correntes de esquerda.

É esquerda, mas um pouco moderada. Como no Brasil a pauta política nacional é ditada pela extrema esquerda, qualquer facção que apresente um esquerdismo moderado é considerada “direitista”, “conservadora”, “reacionária”, etc.

Os tucanos têm pavor de se distanciarem da pauta da esquerda. Na eleição de 2006 os petistas “acusaram” o então candidato Alckmin de ser favorável às privatizações.

Ao invés de responder que os petistas querem um Estado gordo para alimentar parasitas de toda sorte, aumentando cada vez mais os impostos do povo a fim de sustentar uma base política comprada, o que o “direitista” Alckmin fez?

Apareceu no dia seguinte com uma jaqueta exibindo as logomarca das estatais brasileiras, aquelas grandes empresas públicas também conhecidas como cabides-de-emprego.

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Enquanto o “ultra-conservador” FHC atua como um dos grandes apologistas da liberação das drogas no Brasil, o atual candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, supostamente de oposição, dá seu apoio a desastrosa política externa do governo Dilma:

“O responsável pelo programa de política externa do tucano, o embaixador Rubens Barbosa diz que o Brasil deve se manter firme em favor da criação do Estado palestino e da negociação pelo fim do confronto armado.”

O que o embaixador, por ignorância ou má fé, não informa é que a proposta de criação de um Estado palestino é oferecida desde 1919 e rejeitada pelos árabes! Isso mesmo: são as lideranças palestinas que se recusam a fechar um acordo com Israel.

Quero acreditar que Rubens Barbosa não é um analfabeto em História e está apenas fazendo declarações sentimentalóides e descerebradas para agradar a mídia.

A diplomacia brasileira não foi elogiada apenas por Aécio, mas também pelos terroristas do Hamas.

Sim, os terroristas que lançam foguetes contra as famílias israelenses e usam as crianças palestinas como escudos humanos também estão adorando nossa diplomacia:

“O passo do Brasil é muito importante. O Brasil está sempre ao lado da justiça. Pedimos que todos os países façam o mesmo”, disse o porta-voz Ihab al-Ghussein à Folha de S.Paulo.

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É com esse tipo de gente que Aécio Neves está se alinhando.

Quero acreditar que, se um dia assumir o governo federal, Aécio jogará no lixo a agenda da esquerda e se livrará de figuras como o seu assessor anti-Israel.

Mas é difícil acreditar nisso quando o próprio Aécio Neves flerta com o que há de pior no petismo: a troca de votos por comida. O candidato da oposição à presidência já avisou que vai manter o Bolsa Família, um programa que reedita uma antiga prática de coronéis do Nordeste.

Ao contrário do que Aécio Neves, Dilma Roussef, Lula e uns tantos coronéis do Nordeste afirmam, apenas dar comida para os pobres não resolve a vida de ninguém.

É preciso criar meios para que as pessoas superem a miséria ou se tornarão dependentes do Estado para sempre.  Aliás, não é coincidência que o Bolsa Família esteja hoje atendendo os netos dos primeiros beneficiários.

O Bolsa Família tornou pais, filhos e netos dependentes do Estado para conseguir comida, tendo sido incapaz de restaurar a autonomia dos seus beneficiários.

É esta prática corruptora – que começou com os coronéis do Nordeste e foi adaptada pelo petismo para uma embalagem de esquerda – que Aécio Neves pretende manter.

Se quiser mostrar a diferença, o neto de Tancredo Neves precisa ser algo mais do que um boneco inflável de posto de gasolina que muda de direção de acordo com o vento.

Por enquanto Aécio pertence à tradição de covardes e oportunistas “de oposição”.