Especialistas afirmam que crianças são as mais abusadas sexualmente, diretor de ONG de direitos humanos humaniza criminosos

Especialistas afirmam que crianças são as mais abusadas sexualmente, diretor de ONG de direitos humanos humaniza criminosos

Por sua vulnerabilidade, as crianças são recorrentes de criminosos sexuais. E a psicóloga Liége Suptitz alerta que os pais reforcem o cuidado não apenas com estranhos, já que a estimativa é que 90%

Leia tudo

Por sua vulnerabilidade, as crianças são recorrentes de criminosos sexuais. E a psicóloga Liége Suptitz alerta que os pais reforcem o cuidado não apenas com estranhos, já que a estimativa é que 90% dos abusos sejam cometidos por familiares ou pessoas muito próximas da vítima.

Vulnerabilidade da criança lhe torna um alvo. Os familiares ou conhecidos têm um acesso fácil a vítima.

No imaginário social, pessoas da família ou conhecidos não seriam capazes de cometer a violência sexual contra crianças e os agressores se utilizam dessas crenças como facilitadoras explica Jean Von Hohendorft, doutorando em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela University of Alabama, autor do livro Violência Sexual Contra Menino.

Por não saber como agir _ e, por muitas vezes, ser ameaçada ou convencida pelo agressor de que aquela é uma situação aceitável _ o abuso sexual pode gerar uma cadeia de ocorrências traumáticas e clandestinas, que alimentam as chamadas síndromes de Segredo e de Adição.

Na síndrome de adição, o perpetrador tenta convencer a vítima de que seu ato, mesmo que social e eticamente condenável, é uma doença ou vício. Já a do segredo é alimentada pelo violador por meio de ameaças _ das físicas até perturbação psicológica, como afirmar que as revelações da vítima seriam responsáveis pela destruição da família.

Já que elas não falam "com todas as letras" o que está acontecendo, é importante que familiares, vizinhos e professores prestem atenção aos sinais que as vítimas podem demonstrar.

 A ansiedade de estar sempre vigilante consome toda a energia da criança e ela não consegue foca sua atenção em sala de aula, por exemplo. Caso se confirme a ocorrência, é preciso notificar os órgãos responsáveis e é preciso manter a calma, dizer para a criança que acredita nela e que a culpa pelo ocorrido não é dela _ acrescenta Von Hohendorff.

Dar crédito ao que conta a criança também é essencial._ No momento da revelação do abuso sexual, algumas crianças são desacreditadas, rotuladas de mentirosas. Crianças não mentem sobre abuso sexual.

É imprescindível dar credibilidade ao discurso da vítima e tomar providências para protegê-la e apoiá-la _ acrescenta LiégeSegundo os especialistas, a família, em parceria com os serviços de uma rede de assistência em saúde mental, a criança pode resgatar e edificar possibilidades de elaboração da vivência traumática.

​Conheça o perfil de agressores, como identificar se uma criança ou adolescente sofre em silêncio e quais as melhores formas de tratar sobre o assunto.

A fragilidade que o crime sexual imputa à vítimas sejam elas adultas ou menores de idade exige um atendimento especializado. Isso porque a frieza de procedimentos técnicos, como depoimentos e exames físicos, podem significar uma nova violência. Por isso, em unidades especializadas, como a Delegacia da Mulher e a Delegacia de Proteção à Criança e ao A".

O direitor da ONG Direitos Humanos para Todos discorda do ponto de vista dos especialistas, segundo o magistrado "os crimes sexuais só ocorrem devido uma distorção incorrida devido a pressão externa exercida pela realidade do capitalismo mordaz; se remodelassem essa realidade o abusador poderia redicionar seus ansieios em outros fatores antes reprimidos pela pressão da sociedade, tais como, cultura e lazer"