Casal é assaltado, são alvejados, reagem e vão presos. Um bandido foi morto e os outros estão soltos

Casal é assaltado, são alvejados, reagem e vão presos. Um bandido foi morto e os outros estão soltos

O comerciante baleado após reagir a um assalto na noite de sábado (21) em Cubatão (SP), e que seria preso por ter disparado contra os criminosos, falou sobre os momentos de tensão qu

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O comerciante baleado após reagir a um assalto na
noite de sábado (21) em Cubatão (SP), e que seria preso por ter disparado
contra os criminosos, falou sobre os momentos de tensão que tem vivido nos
últimos dias. Com ferimentos na cabeça e na perna, locais onde foi atingido, a
vítima alega que estava protegendo sua família contra a ação dos suspeitos e
que foi tratado como um "vagabundo" ao ser escoltado por policiais
até uma delegacia da cidade.



Um dos
suspeitos morreu durante a troca de tiros, o outro foi ferido e preso. A
polícia havia decretado a prisão do comerciante, porque a pistola calibre ponto
40 utilizada por ele é de uso restrito das Forças Armadas e o empresário,
apesar de ser colecionador de armas e fazer parte de um clube de tiro, não
possuía o documento obrigatório para o porte do armamento.

 

O comerciante de 36 anos, que prefere não se
identificar, voltava de um estande de tiros, ao lado da esposa e do filho de
oito anos, quando os criminosos agiram.

Ele afirma que só pensou em proteger a
família.

 

"Eles se aproximaram do carro já disparando,
em frente à minha casa. Me acertaram na cabeça, mas peguei a arma que eu tinha
e consegui reagir. Depois de passar por consultas na Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) e no Pronto Socorro Central da cidade, os policiais avisaram
que eu estava preso e seria escoltado.


 


Tentei proteger a minha família e fui considerado
um bandido, tratado como 'vagabundo'", relata o homem, que alega ter
sofrido uma tentativa de homicídio.

 

O marido a defende e relata os momentos difíceis
pelos quais ela passou. A esposa do comerciante também foi presa por porte ilegal de armas.

 "Em nenhum momento ela esteve perto da arma. O
único que manuseou e atirou fui eu, e em legítima defesa. Ela teve de ir ao
presídio, pediram para que se despisse até o momento do depoimento. Uma
situação horrível para ela", conta.


Segundo a vítima, que ainda está com uma bala
alojada na perna e precisa de muletas para andar, a família vem recebendo
constantes ameaças em frente à sua residência, com pessoas passando e gritando,
e também pelas redes sociais. "Não saímos mais de casa, meu filho não vai
para a escola e, também, não tenho como administrar a minha empresa. Estamos
todos trancados dentro de casa", conclui.